segunda-feira, 16 de março de 2009

Desapego e Indiferença: Parte I

Bem, o supra-sumo do estado pragmático de “niilismo ativo” seria a real indiferença?!
O que seria essa “real” indiferença?! Ou comecemos a pensar: O que seria esse real.
Certo?! Errado?! Para alem do bem e do mal, para desagregar-se da viciosa moral ocidental (e suas peripécias enganosas.) a resposta é: o nada. Sem adequar a culpa da situação sinuosa que estou vivenciando ao outro individuo, questiono-me: Será que o desapego é realmente uma tática pragmatizada no populi ou seria efeito do desapego “pos-moderno” baumaniano, também adequado e pragmatizado no populi?

Zygmunt Bauman refere-se à “modernidade liquida” (conceito que trabalharei mais adiante), nos traços mais profundos da sua teoria, como a “permanência” intensa do desapego. Para a vida fluir, para ser liquida, juntamente ao consumo e suas modificações tecnológicas, ela deve ser desapegada, só assim teria bases solidas para dar continuidade às “novidades” e a eterna crença de soluções infalíveis oferecidas pelo templo das iniciativas privadas, descartando o “obsoleto” produto e não tão mais “sensacional” quanto era antes.

Ao contrario da modernidade clássica (aquela que já “conhecemos” nas aulas de Historia) que contemplava a ordem e o progresso pelas vias Estatais e iniciativa militar de controle, e em alguns casos se mantiveram na estagnação do totalitarismo, a modernidade liquida é o ponto aparentemente maximo em que o capitalismo tardio se encontra: neoliberal. Sabemos que tudo está à venda, somos todos descartáveis. Os slogans de “invista em si” é a propaganda do momento dos centros de ensino e universidades, sempre elegendo o “eu” da forma de auto-veneraçao e serventia ao desapego para o consumo, e não para o “cuidado de si”, como alertou Foucault ou Deleuze. O que seria “cuidado” se torna “investimento de si”, “sucesso de si” e toda a rede de micro poderes que são exercidas e incrementadas (de forma subjetiva, claro) na percepção da massa consumidora, para criar sua identidade ou para suprimir os “fracos” em seu darwinismo social. Os seres humanos são tidos como mercadoria, não só vendendo sua força de trabalho, mas investindo na sua especialização a qualquer custo e consecutivamente em busca de prazer sem limites, gozando sua liberdade e claro, sempre imparcialmente influenciados pela metralhadora mutante da maquina de ansiar desejos: a propaganda.

E quem disse que toda essa lógica funcional sairia do âmbito mais profundo das relações interpessoais e subjetivas do individuo (consumidor, claro)? Não mesmo. Eles não ficaram de fora. Os produtos procuram fornecer soluções em quase todos os nichos e este, em especial, é o quente do momento. O bem-estar pessoal e a segurança é a questão mais próxima do individuo que essa racionalidade procura dar as maiores “mágicas soluções”. Assim como a antiga modernidade dava ao Estado essa condição de conforto ou a alguma forma Divina, o consumo (não o ato, mas a compulsividade aliada a ele) é a nova religião da pos-modernidade. Para sanar a incerteza e a náusea dessa causa, muitas vezes, oferecem o mercado dos antidepressivos para sanar angustias criadas pelo mesmo, fornecem certo contingente de psicólogos retrógados que aplicam sua analise à custa de cobranças do individuo, jogando toda a carga de culpa possível na competência do sujeito (ou a falta dela, no caso) e que o fracasso é devido tão somente a responsabilidade da existência desse “paciente”. Centrando-se no indivíduo e isentando-o de possibilidades coletivas, a analise aplica uma cartilha sedutora e infalível, assim como a cartilha oferecida pelas empresas de automóveis pelo principio fetichista, de que freqüentando aquela rotina ele caminhara para a total “solução” dos problemas, mas jamais a libertação deles.

Alem desses, existem já os mais conhecidos produtos do mercado (carros, roupas, apetrechos, tecnologias, etc) que fornecem alternativas de consumo massificado ou customizado, para sanar os anseios dos indivíduos vazios e perdidos na liquida modernidade. Produtos que cobrirao uma angustia aparentemente temporária de ausência de sentido, de crise de identidade perante a fantasmagórica liberdade oferecida, a luta pela ostentação de poder, dando assim um sentido de conforto a vida e exaltação individual. É engraçado observar que a tática de atração e disseminação dos anseios e desejos é ambiguamente utilizada pelas religiões judaico-cristãs para elegerem seus imensos rebanhos através das suas imbatíveis “verdades”. Verdades que, assim como um produto que depois de obsoleto ou defeituoso, não demora a tardar por ser trocada pelas máximas de “novidades” ou novas sensações. O mal estar vem embalado e empacotado para presente, vem resolver sua abstinência de sentido e para isso basta passar o seu cartão de credito e se o mesmo não funcionar, tente um Prozac ou praticar um Ioga, boa alimentação para preparar seu corpo em uma perfeita mercadoria.

terça-feira, 3 de março de 2009

Mais uma para a Classe Média, a classe do Medo Liquido.

Em 2000 o grupo de rap paulista Facção Central foi acusado pela justiça por fazer apologia ao crime com o clipe "Isso aqui é uma Guerra" (Pode procurar no YouTube que você vai encontrar). E a mídia, imparcial por excelência, foi uma dos carros chefe nessa acusação, tornando a banda ainda mais vítima do próprio povo que a banda defende, por justiça social.

Eis que eles voltaram em 2001, não exitando, escreveram a letra "A Guerra Não Vai Acabar".

Confiram:

Aí promotor o pesadelo voltou
Censurou o clipe mais a guerra não acabou
Ainda tem defunto a cada 13 minutos
Dez cidades entre as 15 mais violentas do mundo
A classe rica ainda dita moda do inferno
Colete a prova de bala embaixo do terno
No ranking do sequestro 4º do planeta
51 por ano com capuz e sem orelha
Continua apologia na panela do barraco
Ao empresario na cherokee desfigurado
180mil presos menor decapitado, cabeça arremeçada no peito do soldado
Sistema carcerário ainda é curso pra latrocinio
Nota 10 no ensino de queimar seguro vivo
Familia amarrada miolo pelo quarto
Hollow point no doutor pra ver dollar no saco
Destaque da tv, sensacionalista
Que filma sem pudor o trabalho da perícia

Contando buraco no crânio do corpo do pai morto
Pela glock que o sistema porco põe no morro
Mais pra mim é 286 quando falo do sangue que escorre do pescoço do vigia,
Dentro do carro forte, quanto descaso pra periferia
Transformar meu povo em carniça
Tem facção na pista
Sanguinário na rima

(4x)
Pode censurar, me prender me matar
Não é assim promotor que a guerra vai acabar


Não tem inquérito pra tv que tem a vadia nua novela da 6, 7, 8 sem ministério nem censura
É só o meu rap que é nocivo pro sistema hipócrita
A justiça não quer ouvir que o moleque que o pai dá as costas

Pode invadir seu ap, derrubar sua porta
Matar seu parente pra pagar treta de droga
Se tem sangue eu canto sangue
Se tem morte eu canto morte
Relato que leva o ladrão pro cofre
Não sou eu que colocou o mano lá no banco
Estourando o gerente, saindo trocando
Foi na tv que eu vi parte da polícia deitada
Assistindo o resgate, dominada desarmada
Delegada chorando desistindo do emprego
Meu clipe ainda era um sonho e é real o pesadelo
Eu não preciso estimula o latrocinio
Nem o sequestro relâmpago de um empresário rico
O brasil não da escola, mais da metralhadora
O brasil não ta comida, mais poe crack na rua toda
Não vem me coloca de bode espiatório
País falso moralista é você que quer velório

A tia da mansão fazendo oração
Esperando o cantato do sequestrador em vão
Seu filho deve tá morto, quer saber por que?
Combater violência aqui é me calar ou me prender


(4x)
Pode censurar, me prender me matar
Não é assim promotor que a guerra vai acabar


E quem não olha pro moleque sem infância no morro
Oitão na cinta, sangue na mente, apetitoso
Homicidio latrocinio só profetiza o obvio
Cercado pelo crack a consequencia é óbito
Vendo sua mãe catando fruta apodrecida
Rasgando o lixo, comendo o resto da burguesa
Galinha metida que quando ve um da favela pisa, acelera
Pra essa cadela só é gente quem tem lagosta na panela
A criança vira um monstro com 13 no pente
Quando percebe que a propaganda de bike video-game
Playcenter, tenis, danone, Mclanche
É so pro filho da madame

Carboniza um corpo disfigura o rosto
Quando ve que pra ele é so pipa, agua de esgoto
Não é desculpa pra revolta porque não é seu filho
O seu ta de Audi alimentado bem vestido
Vai se tornar empresário bem sucedido
Não vai precisar gritar assalto em nenhum ouvido
Facção é só um retrato da guerra civil brasileira
Da carnificina rotineira
Assusta menos que o menor muito louco espalhando seu miolo pelo visor
Do caixa eletrônico
Pode censurar, me prender me matar
Não é assim promotor que a guerra vai acabar

(4x)
Pode censurar, me prender me matar
Não é assim promotor que a guerra vai acabar

Pode censurar, me prender me matar



Letra interessantíssima.. Esse grupo possui várias letras maravilhosas, todas englobando conceitos que vemos em Bauman, Marx, Lyotard e N coisas da líquida modernidade, mas sem diploma, sem eruditismo e sem conhecimento algum, o que torna ainda mais marginal, ainda mais subversivo.

É isso!

Até.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Classe Média (Max Gonzaga)

O Hino do "Cidadão de Bem" segundo Max Gonzaga:

[i]Sou classe média
[b]Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal[/b]
[b]Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”[/b]
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
[b]Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual[/b]
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
[b]Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol[/b]
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
[b]Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou BEM INFORMADO concordo e faço passeata[/b]
[red]Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal[/red]
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida[/i]

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Medíocre.




O medíocre é um ser vil, por excelência. Ele busca sua felicidade no rio das águas vazias, nas relações líquidas, nas causas mais acomodadas. Ele busca sua identidade em uma identidade inexistente, na máscara que ele nunca revelará o que há por trás. Ele sofre , dissimula uma vida de mares de rosa.

O Medíocre busca uma cura pro seu vazio: O regojizo e a impulsividade pelo consumo. Ele está sempre lapidando sua constante máscara com uma festividade para se alcoolizar, festas, danças, roupas, carros, etc. O medíocre não sabe o que é encarar a dura realidade da sua vida vazia, apática, sem sentido e ... dissimulada. Sempre tendo oportunidades na vida, pratica um simulacro da vida real: Ele sempre é a vítima, coitado. Ele é impotente, mas constrói sua identidade forte, viril, valente, possante através de seus reles pertences e alguns valores decadentes , desprovidos de qualquer senso de humanidade.

Durante quase dois séculos, o cristianismo tem sido considerado como uma das morais mais agonizantes, retrógadas e aplicadas em nossa doentia sociedade, o medíocre sabe disso! Geralmente, o medíocre , já ateu ou agnóstico, faz uma adoração moderna, a religião “hype” e “do momento” que é a de si mesmo. Mal consegue entender o que a mídia, a sociedade do consumo e o mal estar contemporâneo seja.. E mesmo que compreenda, ele faz o papel do verdadeiro sem cultura e ignorante: ele contradita! O medíocre, que está entre o bem e o mal, acredita que a sociedade seja composta por indivíduos que estão pré-destinados a serem egoístas , da mesma forma que, a religião que ele considera o câncer da humanidade determina os indivíduos como um plano de deus, tal como adão e Eva, pré destinados , oriundos do barro e não da evolução biológica, segundo Darwin.

Mas há aqueles que endeusam a teoria deturpada que uma classe Liberal consolidou em eras do Séc XIX: Darwinismo Social. Sem meia volta, o medíocre deve saber como é esta aplicação da teoria de Darwin, até porque, ele é “superior”, assim como os predadores da cadeia alimentar dos animais (considerados como “irracionais”),

Como pode, o ordinário, “racional e letrado”, “intelectual e superior ao povo”, “superior às massas sem cultura (inferiores)”, considerar que o homem veio do macaco, sendo que ele refuta que indivíduos são moldados , em ambientes contemporâneos, pelo 4º poder da mídia, pela percepção distorcida que ela produz em nosso intelecto e psique, pela potência que ela tem sobre a opinião alheia e sobre a acefalia que ela incrementa nas classes mais injustiçadas? E como ele pode se esquecer das relações de poder execradas e incorporadas pela elite? E muito bem reproduzidas pela sua própria classe, a classe média, aliás, mediana ou a classe “mídia” reprodutora de quase todos os micro poderes execradas pela elite citada! Engraçado, o medíocre é informado e tem acesso ao conhecimento, mas reproduz as mesmas acefalias que a elite enclausurou nos justos e humildes, nos que não detém de oportunidades da vida, nos injustiçados, e por isso, o medíocre adora humilhar aqueles que não tiveram chances de alcançar esse “conhecimento” que nunca transvalorou porcaria alguma. Se ele acredita que já nascemos pré-destinados a consumir, a aceitar que o mundo “neoliberal” é o mundo da liberdade. Como, o medíocre, pode acreditar que o indivíduo é livre, sendo que ele é escravo do medo, da solidão, da insegurança?

Como o indivíduo é realmente livre, hein?! Ele vive enclausurado com medo dos “marginais”, em um bunker anti-nuclear chamado “segurança” (que por sinal é privada!), ele vive só, angustiado, ansioso, porque seu emprego de alto escalão não o troxe ao reinado, aliás, trouxe sim! Ao reinado do Prozac, do Rivotril, do reinado da angústia e mal-estar.
Como pode, o indivíduo superior, ser escravo da sua própria liberdade e sentir-se preso à si mesmo, sem movimentar-se, sem “livrar-se”? (Jaz sua liberdade, hein?! Haha).

Ele tente se relacionar... Engraçado! Ele não faz uma veneração a si mesmo e se diz tão auto suficiente, não é? Mas sofre por não conseguir manter laços SÓLIDOS com NINGUÉM! E se acha tão bom e tem orgulho de ser só, auto-suficiente, porque procura “amores”, “amigos”? Se a vida do medíocre é um exemplo a se seguir, porque seu egoísmo quando atinge a níveis desesperadores busca o estilo de vida SIMPLES que esse mesmo ser vulgar, escarro mal expelido e mal projetado, julga como inferior?!

É medíocre, passei por essa fase também, espero que você passe! Torço por sua vitória, ao contrário de você, ser individualista, narcisista e ostentador do ego, que refuta o coletivo mas convive e necessita dele, mesmo que dissimule! Espero que seja só uma fase, assim como a vida é, espero que sua vida não seja como um produto ( o mesmo produto que a mídia, que você ri quando falam que doutrina e castra, seduz, transforma o social e produz traumas e cânceres) que está esperando para ser abandonado e trocado por outro, melhor e mais “avançado”, mostrando que sua vida líquida, triste e só não é um “acaso” ou uma “crendice” e sim fato consumado.

Autor:

Uriel Juliatti é pseudo intelectual, revolucionário de boutique, abandonou as víeis acadêmicas em troca da profissão que executa na área de Internet (WebDesign) e procura conhecimento para se desagregar do poder e suas relações mais íngremes. Hoje, pseudo intelectual convicto e sem diploma, procura opinar e construir um coletivo superior ao coletivo individualizado que o chão pós-moderno nos oferece. “Comunista” comedor de criancinhas irrefragavelmente explícito, acredita que a liberdade não é só para ele, mas para os injustiçados e todos aqueles que não possuem oportunidades de acesso e cognição ao conhecimento. Agnóstico, pratica o ateísm, refutando o dogma da religião-do-eu, diga-se de passagem, o narcisimo dissimuladamente carente, ele também é praticante do conceito de Niilismo Ativo do profeta “hype”.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Quem sou eu?

Quem sou eu?

Talvez não seja a melhor pessoa indicada para o seu convívio. Eu vou questionar, eu vou discutir, eu vou te fazer pensar e desejar que me faça o mesmo, eu vou me encontrar no vazio, retirar a agonia sem te oferecer o féu, vou estar com você sem precisar nos embriagarmos no comodismo da persuasão dissimulada, vou apresentar meus pontos fracos e minhas dificuldades. Provavelmente você conhecerá uma pessoa quieta, porém caótica. Na dança dos corpos vazios, não sou flor que se cheire, personalidade forte, evitando vilanias do ego e com irmãos a zelar. Se você está disposto a desafios, estou aqui, caso contrário, se achar que amizade e relacionamentos é um mero jogo de entretenimento, sinta-se a vontade em dizer: "Eu valorizo minha vida" e cometa seu suicídio mental, proporcionando uma longa vida ao seu narcisismo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Negligência ao reacionarismo.

Não quero mais alimentar o reacionarismo! Não desejo mais alimentar o sofrimento desse povo. Cansei, cansei do dogma pós-moderno em se apegar a causas da classe média, estereotipadas pelo "mass media", cujo iconografia atual é o Sr.Nietzsche, o anti-profeta que coroaram como profeta (do niilismo passivo, conformista, narcisista e amaciador de egos). Cansei da Classe Média, a classe que tem medo, que está aflita, que está apática, que ostenta esse consumismo EXCESSIVO. Não há "agonia", "depressão", como dizem por aí: "É só consumismo desenfreado". Então, cansei! Chega de "pobre e preguiçoso", "Sem terra é vagabundo", "Trabalhador é homem digno e só ele". Chega de micro relaçoes de poder executadas nas micro "revoltas" que o terreno pós-moderno nos tornou, a modernidade líquida, cansei! Estou orgulhoso ao ver comentários decentes por aqui, porque os comentários inúteis, de cunho pessoal, de ataque pessoal (coisa MUITO comum nessa "modernidade") nós deixemos de lado. Não é a classe média o nosso foco, está na hora do discurso sair doâmbito elitista, do âmbito da classe consumidora, está na hora de nós, pequenos conscientes e subversivos, marginais, sairmos dessa encosta, dessa comodidade de se auto-afirmar como "revolucionário", desse orgulho e nos render (sem dogma$) à causa popular. Cansei de contra-argumentar com quem só sabe definhar uma causa, ridicularizar com arugmentos pífios de cunho pessoal, subjetivo, tais como: "o que VOCÊ faz?", qual é o SEU papel? Chega! Chega! Vamos nos "unir", partir do indivíduo, nos distanciando desses traumas medrosos da classe média e buscar a imparcialidade perante elas, esquecê-la, renegá-la. Está na hora de abandonarmos a crítica de cunho subjetivo destinada à desconstrução do indivíduo e começarmos a desconstrução da estrutura, da ideologia, dos "ismos". Eu cansei de alimentar reacionarismo.. CAnsei de Nietzsches de boates hypes, cansei de presenciar, perceber movimentos sérios, seculares, como o feminismo, vegetarianismo, causas libertárias em geral tornarem-se apeas Slogans publicitáris, camisas e "ismos", devido a essa sociedade do espetáculo. Cansei de movimentos anti-movimentos, estamos saturados de subalternos, estamos saturados de subjeções, cansados de ramificaões da mesma causa, virando-nos uns contra os outros. Espero fornecer alguma luz para quem necessita. É isso aí, ateísta, não-cientificista, niilista (tentativa do zen) e vulnerável a mudanças e opiniões para somar e crescer ou para subtrair CONVICÇÕES. Chegou a hora de darmos as mãos e esquecer as vilanias do ego. Um grande abraço até para você , inimigo, porque quando a bomba explode, até "deus" existe para um singelo ateu.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Retorno.. A introdução.

Estou aqui, novamente... "Ainda vivo" para a TRISTEZA dos bastardos!

Subjetividades aposentadas...

Loucademia vai, loucademia vem, lou(a)cademia foi e estou aqui novamente...

Faz mais ou menos uns 4 meses que pensei em abordar o RAP  como uma força de expressão muito mais forte do que o Heavy Metal e concorrente ao Punk/Hardcore. Pasmem, o RAP não é meu estilo de vida, mas tem uma relevância cultural tanto quanto esses outros movimentos. Li sobre a vida e obra de artistas como SABOTAGE, FACÇÃO CENTRAL, RZO, B-NEGÃO, RACIONAIS MCs, MV BILL, etc etc.. E não vi semelhança com a minha vida e o que vivo, mas o que vejo... Não é plausível traçar uma retórica em defesa desses porta vozes da realidade, uma vez que, materialmente falando, seja alvo de suas críticas. Não posso forçar ser um cidadão periférico, nem mesmo alguns que moram por lá devem forçar tanto assim, é algo muito peculiar, não admito esse tipo de banalização de um movimento tão sério. Lembrando que não sou do movimento Rap/Hip Hop e sei, sei com muita ciência que muitos visam esse meio para elevação do ego, chacota e N glamours a parte.. O caso é que nunca tinha olhado para esse lado...

Em épocas de niilismo passivo intenso, a ídéia do rap vinha a minha cabeça como o Comunismo LIbertário e o Anarquismo Libertário vinham.. Uma utopia, uma piada, e é o combustível para os reaças: Tudo isso ser uma piada. O rap e o funk são sempre motivo de piada e chacota entre os indivíduos (e isso por uma especulação da mídia, nossa MECA do Espetáculo), por mais inocente que seja. 

Artistas, que por sua vez não admitem esse rótulo, são os porta vozes da verdade, a voz que não se cala, considero-os como os terroristas, profetas, revolucionários desse país, são os libertadores, literalmente. Mas vamos ao ponto que interessa..

Vou iniciar esse texto pela primeira parte.. Ele será extenso e vingará de forma não acadêmica, não científica e "pseudo", caso sinta-se melhor (com certeza aqueles que vão desprovir de argumentos escolherão essa..).